Foto: XR Argentina
Cara Rebelde,
"Se o fogo não se apaga, é porque o fogo é um negócio” é um ditado dos activistas argentinos sobre o qual vais ler mais abaixo. A sua declaração aplica-se às experiências de cidadãos preocupados em todos os lugares. Embora o novo ano nos possa ter tentado com promessas de novos começos, já estamos em 2025 o suficiente para saber que aqueles com poder ainda estão comprometidos com "business as usual".
Nas histórias abaixo, serás recordada que os governos e as empresas ainda estão presos ao consumo excessivo, à guerra e à destruição climática. Vais ler sobre como usam as estruturas de poder existentes para conquistar o hoje sem pensar no amanhã. Sabemos que testemunhar o uso de tanto poder para manter o negócio como sempre pode ser irritante.
É por isso que, nestas histórias, também irás ler sobre como os grupos XR de todo o mundo estão a enfrentar estas estruturas de poder. Os rebeldes XR são pessoas comuns, com empregos, famílias e sonhos, que se estão a colocar directamente no caminho deste poder com a convicção de que outro mundo é possível. Nada menos do que isso será suficiente.
Se te sentes atraído por estes bravos rebeldes, convidamos-te a lembrar-se que há um lugar para todos neste movimento. Se te identificas com os activistas que impedem voos e bloqueiam estradas, certamente tens um papel a desempenhar. Mas se os teus pontos fortes estão mais na estratégia, na contabilidade ou na arte, então também precisamos de ti, e podes e deves agir. Continua a ler para saber como.
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Acções em Destaque
Foto: XR Argentina
Apagar o Fogo Agora
13 FEVEREIRO | Argentina
"Se o fogo não se apaga, é porque o fogo é negócio", dizem os rebeldes na Argentina.
Os incêndios em curso, um resultado directo do extrativismo, devastaram mais de 48000 hectares de florestas nativas, plantações e casas. A Província de Río Negro declarou o estado de emergência. No entanto, o governo do Presidente Milei continua o seu curso suicida de criminalização dos defensores ecológicos, ao mesmo tempo que corta o financiamento das infra-estruturas sociais, incluindo o combate aos incêndios.
Comunidades de toda a região dos Andes foram forçadas a combater incêndios por conta própria e contando com donativos, apenas para serem perseguidas e usadas como bodes expiatórios pelo estado, que acusou falsamente os Mapuche e outros ecodefensores de atear os incêndios. Uma tentativa de desviar a atenção da sua própria incompetência e responsabilidade final.
No dia 13 de fevereiro, os rebeldes realizaram acções simultâneas em 30 territórios diferentes em toda a Argentina, juntamente com a Coordinadora Plurinacional BFS, Jubilados Insurgentes e comunidades Indígenas Mapuche.
Durante o dia coordenado de ação, a XR Argentina realizou uma "semaforazo" (greve de semáforos) durante duas horas, ocupando um cruzamento inteiro durante os semáforos vermelhos para sensibilizar para os incêndios, as suas verdadeiras causas e exigir uma acção imediata do Governo.
Marcharam depois até à Plaza de Mayo com outras organizações ambientais e aí ler declarações responsabilizaram vários interesses comerciais, como o imobiliário, a mineração e a agricultura, pelos incêndios. Por toda a Argentina, os rebeldes e os seus aliados denunciaram falsas soluções e as táticas repressivas de dividir para conquistar do Estado, deixando claras as suas reivindicações:
● Deixem de perseguir e criminalizar o povo Mapuche, que não é responsável pelos incêndios.
● Deixe de assediar, estigmatizar, perseguir e violar os direitos daqueles que protegem e defendem a Terra e arriscam a vida para salvar a Floresta.
● O governo deve alocar dinheiro para combater os incêndios. Chega de corte de financiamento. APAGAR O FOGO AGORA.
Resumo de Acções
6 FEVEREIRO | Inglaterra Os ativistas da XRUK fecharam o Aeroporto de Farnborough para se oporem aos planos de quase duplicar os voos de jatos privados. Uma medida obscena que ignora a crise climática. Manifestantes da XR Waverley e outros grupos locais juntaram-se aos residentes para bloquear a entrada principal do aeroporto, denunciando o crime ecológico da aviação privada. Os jatos privados são dez vezes mais intensivos em carbono do que os voos comerciais, e esta expansão só iria agravar a emergência climática. É tempo de parar as expansões dos aeroportos e colocar as pessoas acima dos privilégios. O planeta não pode pagar por isso.
Foto: XRUK
12 MARÇO | África A 69ª sessão da Comissão das Nações Unidas sobre a Condição da Mulher (CSW69) decorreu de 10 a 21 de março. Este ano, as mulheres das comunidades rurais dos Camarões, Quénia, República Democrática do Congo, África do Sul, Uganda e Zâmbia partilharam as suas poderosas histórias de luta e resiliência face à injustiça climática. Estão fartas e exigem acção, não apenas daqueles que estão no poder, mas de todos nós. É tempo de as mulheres mais privilegiadas se manifestarem, usarem a sua influência e ajudarem a criar a mudança transformadora de que precisamos.
13 JANEIRO | Itália A repressão da dissidência pacífica tomou um rumo assustador em Itália. A 13 de janeiro, 23 activistas da Extinction Rebellion, Free Palestine e Ultima Generazione foram detidos numa manifestação não violenta em frente ao Leonardo Spa, o maior fabricante de armas de Itália. Apesar de cooperarem plenamente e de fornecerem as suas identidades, foram detidos durante mais de sete horas, sofrendo acusações arbitrárias que iam desde "reunião sediciosa" a "cumplicidade moral" simplesmente por estarem presentes. Algumas receberam ordens de expulsão de Bréscia, enquanto várias mulheres foram sujeitas a revistas íntimas degradantes e forçadas a fazer agachamentos, uma humilhação não infligida aos homens. Este flagrante abuso de poder expõe a crescente criminalização do activismo climático e anti-guerra em Itália. No entanto, como mostra a história, a repressão apenas alimenta a resistência. A luta contra o lucro da guerra e o ecocídio não será silenciada.
Foto: XR Itália
FEVEREIRO-ABRIL, Na Holanda, os rebeldes regressaram à auto-estrada A12 repetidamente, exigindo o fim dos subsídios aos combustíveis fósseis. A resposta do Governo? Canhões de água, prisões em massa e repressão violenta. Mas cada repressão só veio fortalecer o movimento. Milhares juntaram-se ao apelo para impedir que a indústria dos combustíveis fósseis queime o nosso futuro. Eles não vão parar.
No Sábado, 5 de Abril, os rebeldes da Extinction Rebellion vão voltar a bloquear a auto-estrada A12 em Haia, exigindo o fim dos subsídios aos combustíveis fósseis. Entre eles estarão cidadãos preocupados e profissionais de saúde, unindo-se para expor as consequências mortais da inacção governamental. Como explica a profissional de saúde Cornelie van Kampenhout: "A crise climática é a maior ameaça à saúde pública do nosso tempo. Após o último bloqueio da A12, o debate centrou-se na restrição dos direitos de protesto e no redireccionamento das ambulâncias. Mas o cerne do nosso protesto é este: a saúde é um direito humano, e este direito está a ser prejudicado pelas emissões em massa de combustíveis fósseis." Entretanto, o governo Holandês distribui até 46,4 mil milhões de euros por ano em subsídios aos poluidores, enquanto apenas 8 mil milhões** para a ação climática internacional em 2025.
Foto: XR Holanda
Livro do Mês
On Tyranny por Timothy Snyder
A tirania é o maior inimigo da acção climática actualmente e está a aumentar em muitos países. Chamem-lhe fascismo, chamem-lhe autocracia, chamem-lhe oligarquia. Em qualquer forma e com qualquer nome, é assustador. A única boa notícia é que a tirania já foi combatida e até vencida antes. Timothy Snyder é um professor de História em Yale especializado nas várias ditaduras da Europa do século XX. Este pequeno livro (que cabe perfeitamente no bolso do casaco) resume o que ele aprendeu em vinte lições simples.
Não obedeças antecipadamente. Lembra-te da ética profissional. Estabelece contacto visual e conversa informalmente. Mantem a calma quando o impensável chegar. Sê o mais corajosa que puderes. E mais quinze vezes.
Cada lição de uma frase é explicada numa ou duas páginas de texto claro e direto. Cada uma é baseada em padrões observados repetidamente em ditaduras históricas reais. Cada uma baseia-se no que pessoas reais fizeram (ou deixaram de fazer) quando os seus Países caíram sob tirania.
É assustador que muitos de nós precisemos de um guia assim, mas tê-lo é estranhamente reconfortante. Há um adulto na sala que sabe o que fazer.
Evita a Amazon. Suporta livrarias locais . No Reino Unido Bookshop ou Hive. Compra usado Abe Books (International).
Leitura Rápida
The Beautiful Insanity of Activism
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